RESENHA: LIVRO "A SANGUE FRIO", TRUMAN CAPOTE



Este livro conta a história dos quatro membros da família Clutter que foram brutalmente assassinados, e dos dois criminosos Dick e Perry, executados cinco anos depois. O crime ocorreu em 1959, na cidade de Holocomb, no Kansas, Estados Unidos. Trata-se de um livro de não-ficção, com uma narrativa mais envolvente e rica em detalhes (muito rica em detalhes). Uma história contada sob a percepção de cada personagem da família e dos criminosos mesmo antes de planejarem o crime. Foi um best-seller. O autor inovou bastante o gênero, migrando da reportagem para o "romance" de não-ficção como costumava chamar, sendo o primeiro jornalista a trazer o conceito de livro-reportagem.

Essa obra deu início ao Novo Jornalismo, pois Capote se recusou a escrever da forma tradicional, onde os fatos mais importantes vem primeiro. Preferiu uma narrativa mais elaborada, começando pelo começo e encaixando os pontos à medida que fossem acontecendo, naturalmente. Ele passou mais de um ano na região, entrevistando os moradores e investigando as circunstâncias do crime. Capote reproduziu um clássico do jornalismo literário. Nada escapou de seu olhar, onde ele descreveu tudo detalhadamente, do mesmo modo que as pessoas falavam, das palavras até às expressões e o que elas representavam. Publicado em 1965 na revista The New Yourker, em quatro partes, e em livro no ano seguinte, o texto levou fama e prestígio do autor.

Herbert William Clutter, 48 anos. Era proprietário da fazenda Tiver Valley. Morava com sua esposa Bonnie e seus dois filhos, Nancy e Kenyon. Suas outras filhas Beverly e Eveanna já tinham saído de casa. O sr. Clutter era um homem bom e honesto. Era metodista, muito generoso e dava oportunidade para quem podia, sempre pensava no melhor para os outros.

Nancy tinha dezesseis anos, andava sempre com pressa, mas sempre tinha tempo. Suas horas eram muito bem divididas, a maioria era em benefício de alguém e as restantes dedicava para coisas que gostava, como dançar e cozinhar. Ela namorava com Bobby, gostava muito dele, mas seu pai havia pedido para ela se afastar do rapaz. Bobby era um bom moço, mas era católico e os Clutter metodista, o que não daria certo continuar com a relação, ao ver de Herb.

Kenyon era forte e resistente, tinha um defeito que era a falta de coordenação motora, isso o impedia de participar dos esportes. Eveanna era a mais velha, estava casada e tinha um filho de dez meses, vivia ao norte de Illinois. Beverly era a segunda filha, morava em Kansas City e estudava enfermagem, estava noiva de um jovem estudante de biologia.

A família era conhecida e querida por todos, eram muito admirados e respeitados. A Sra. Clutter tinha problemas nervosos, sofria crises ao relembrar o que poderia ter feito antes de se casar e durante os partos teve depressão, e prosseguia uma mulher sofrida, porém, adorável.

Na madrugada do dia 15 de novembro, o inesperado aconteceu. Os quatro integrantes da família estavam em casa e foram encontrados mortos, todos com um tiro a queima roupa na cabeça. Só o pai que teve requintes de crueldade com um corte em seu pescoço e uma corda pendurada no teto, a qual pode ter sido usada para a tortura daquele homem bom.

O crime chocou a todos da região, todos buscavam entender o motivo daquele desastre mas não obtinham respostas. Os criminosos planejaram cada detalhe, entraram na casa em busca de um cofre. Amarraram todos enquanto procuravam, acharam apenas alguns dólares, para não haver testemunhas e a possibilidade de serem descobertos, mataram os quatro de maneira absurda e indignante, como ninguém nunca tinha visto ou ouvido falar antes.

Após o crime, a narrativa tem foco nas investigações a cerca do acontecimento, a busca por respostas de quem teria feito aquilo e por qual motivo. Tem um enredo fantástico, é diferente de todos os outros, tem um jeito próprio de encantar. Não consegui largar o livro, tem 440 páginas e li em três dias.  Gente é espetacular! Gosto de livros com detalhes, mas esse foi o primeiro detalhadíssimo que li e fiquei extasiada. No início me perguntei pra quê tanto detalhe, mas no decorrer da leitura quando tudo se encaixava ficava de boca aberta. Bem impressionada e admirada com tanta observação.

Em 2006 foi lançado o filme Capote inspirado nesse livro, onde narra a trajetória do escritor durante a investigação do caso da família Clutter.

TEXTO: "A ANDORINHA", DE AUGUSTO CURY



Texto retirado do livro O Vendedor de Sonhos

Certa vez houve uma inundação numa imensa floresta. O choro das nuvens que deveriam promover a vida dessa vez anunciou a morte. Os grandes animais bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até os filhos para trás. Devastavam tudo o que estava à frente. Os animais menores seguiam seus rastros. De repente uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na contramão procurando a quem salvar.

As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram: Você é louca! O que poderá fazer com um corpo tão frágil? Os abutres bradaram: Utópica! Veja se enxerga a sua pequenez! Por onde a frágil andorinha passava, era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. Suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase se entregando. Apesar de nunca ter aprendido a mergulhar, ela se atirou na água e com muito esforço pegou o diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote no bico.

Ao retornar, encontrou outras hienas, que não tardaram a declarar: Maluca! Está querendo ser heroína! Mas não parou; muito fatigada, só descansou após deixar o pequeno beija-flor em local seguro. Horas depois, encontrou as hienas embaixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a sua resposta: Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem!

No momento seguinte, após uma inspiração profunda e penetrante, o vendedor de sonhos disse:

- Há muitas hienas e abutres na sociedade. Não esperem muitos dos grandes animais. Esperem deles, sim, incompreensões, rejeições, calúnias e necessidade doentia de poder. Não os chamo para serem grandes heróis, para terem seus feitos descritos nos anais da história, mas para serem pequenas andorinhas que sobrevoam anonimamente a sociedade amando desconhecidos e fazendo por eles o que está ao seu alcance. Sejam dignos das suas asas. É na insignificância que se conquistam os grandes significados, é na pequenez que se realizam os grandes atos.

RESENHA: LIVRO "UM DIA", DE DAVID NICHOLLS


Sinopse:

Dexter e Emma se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e eles levam vidas muito diferentes daquelas que eles sonharam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo desses vinte anos, Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.


Resenha:

A história começa com Dexter Mayhew e Emma Morley  juntos em um quarto alugado após a noite de formatura. É uma sexta feira de 15 de julho de 1988, dia de São Swithin. Eles passam a madrugada inteira conversando sobre seus planos futuros. Ele como um garanhão que é não quer desperdiçar o tempo conversando, mas Emma lhe pede que não force a barra e em uma fração de segundos ele pensa em ir embora, mas resolve respeitar e continua ali, pois lá no fundo tem um pouco de interesse em saber mais sobre a mulher com quem estava dividindo a cama na qual sempre esteve perto durante um tempo e nunca tinha se aproximado.

Com vinte e três anos, a visão que Dexter tinha do próprio futuro não era mais nítida que a de Emma. Queria ser bem sucedido, que os pais se orgulhassem dele e que tivesse a oportunidade de dormir com mais de uma mulher ao mesmo tempo. Queria ser citado em revistas e esperava um dia ver uma retrospectiva do seu trabalho, mesmo sem saber qual seria esse trabalho. Queria aproveitar a vida ao máximo sempre com diversão. Já Emma, queria ser corajosa e ousada o suficiente para mudar um pouco as coisas a sua volta e trabalhar duro em algum projeto que rendesse frutos. Mudar a vida das pessoas através da arte. Queria amar, ser amada, experimentar algo novo, viver de forma intensa mas sempre dando um significado ao que faz.

Depois daquele momento eles sabem que pode ser a primeira e única vez que tiveram a oportunidade de ficar juntos, ao saírem daquele quarto teria uma vida esperando lá fora e cada um traçaria seu caminho sem possibilidades de manter uma relação, pois eles são muito diferentes e as chances de darem certo são mínimas, então eles preferem não arriscar. 

Para surpresa de ambos, acabaram tendo alguns encontros após aquela noite, mas como amigos. A partir daí a narração é feita de modo intercalado e em terceira pessoa, o que garante um campo mais vasto de percepção para quem está lendo e os diálogos são bem estruturados. A história dos dois passa a ser contada todos os anos na mesma data durante vinte anos, relatando o que cada um está fazendo, qual caminho seguiu, que foi totalmente diferente do que planejaram. 

Dexter e Emma ficaram amigos, cada um em lugares diferentes, mas sempre se comunicavam contado como estavam e sempre que dava eles se encontravam pessoalmente. Depois de um longo tempo eles buscaram refúgio em paixões passageiras sem se darem conta que entre eles havia um sentimento maior do que o de amizade. Ao perceberem dão início a um romance e aí é que a história fica linda e emocionante, pois ao decorrer da história até chegar o momento da união foi apresentado ao leitor cada ponto importante de suas vidas no dia 15 de julho de cada ano formando uma ponte para o reencontro deles. 

Eu simplesmente amei a leitura, me emocionei e me surpreendi bastante com as reviravoltas. Em muitos momentos me senti parte daquele enredo, querendo tomar as decisões e mostrar a verdade para os personagens que pareciam não enxergar, mas depois entendi que era necessário todo aquele drama, semelhante à vida real. Fascinante gente, quem ainda não leu recomendo bastante. Tem umas partes bem tristes que me arrancaram lágrimas, mas mesmo assim gostei.

Já o filme não gostei muito, achei que faltou muitas coisas importantes. Recomendo que leiam primeiro o livro pra depois ver o filme, porque se for assistir primeiro vai perder a vontade de ler. Só não foi pior por conta dos atores que amo!


De repente me peguei pensando em você, e pensando que pena que não está aqui para ver isso, para vivenciar isso, aí eu tive a seguinte revelação. Você deveria estar aqui comigo.



TEXTO: "HÁ MOMENTOS", CLARICE LISPECTOR

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

RESENHA: LIVRO "FELICIDADE ROUBADA", AUGUSTO CURY


Sinopse:

Alan Alcântara é um bem-sucedido neurocirurgião, que dedica seu tempo à medicina. Cético e pragmático, não reconhece qualquer sinal de fraqueza em si e tem dificuldade em lidar com pessoas lentas. Sua vida profissional suga toda sua energia, e, apesar de amar sua esperta filha Lucila e sua adorável esposa Cláudia, mal convive com elas. Pensa que o amor é algo incondicional e não precisa de cuidado.

Durante uma cirurgia, no entanto, Alan é acometido por uma crise de pânico e não é capaz de terminar o procedimento, deixando a responsabilidade para seu auxiliar. Ele pensa estar sofrendo um ataque cardíaco, e não admite o diagnóstico: transtorno psíquico. Em hipótese alguma, seu mal-estar poderia ter origem emocional. Isso é para fracos, acredita o médico. Alan verá suas certezas desmoronarem diante da doença, que irá significar, uma oportunidade de se reconstruir como ser humano.

Para descobrir o que é a felicidade, não há regras, mas princípios. Abra a janela de sua mente, liberte as asas de seu imaginário. Oxigene os pulmões de sua criatividade. Rompa o cárcere da mesmice. Cuide com inteligência de sua emoção. Ande por ares nunca antes respirados. Encontre endereços desconhecidos. E, em especial, o endereço dentro de si mesmo.

Resenha:

Dr. Alan era mestre e doutor em neurocirurgia, era tão genial quanto genioso. Era um médico brilhante, mas um tanto difícil de lidar, pois detestava ser contrariado, não suportava frustrações e tinha grande dificuldade de conviver com pessoas lentas. Excelente para seus pacientes, mas péssimo para si mesmo. Trabalhava excessivamente e paciência não era uma das suas habilidades emocionais. 

Tinha uma filha de oito anos, Lucila, fruto de seu primeiro casamento. Ele a amava mais que tudo, apesar de ser ausente em sua vida. Ela era a única pessoa que tinha os afetos daquele homem. Nem mesmo Cláudia, sua atual esposa, recebia carinho de Alan, ele não a observava nem dava a atenção que ela merecia.

Toda sua vida é voltada para os afazeres de médico no Hospital Santa Cruz, do qual também é sócio. Chega um momento de sua vida em que está destruído e cansado. Seu corpo começa a mostrar sinais de falência, mas ele parecia não enxergar. Tinha gastrite nervosa e dores de cabeça constantes. Até que um dia, durante uma cirurgia, sentiu um desconforto crescente. Acreditava estar tendo um enfarto.

Seu coração resolvera se rebelar contra o ponto final da existência e colocara uma diminuta vírgula em sua história.


Para sua surpresa, não sofreu um enfarto. Todos os exames não indicaram nada. Foi aconselhado a procurar um psiquiatra. Dr. Alan, o renomado neurocirurgião, passou por vários profissionais, alguns muito competentes, mas continuou se debatendo, com dificuldade de se entregar a um tratamento e de reconhecer que seus problemas eram transtornos emocionais. Daí sua vida muda e ele começa a perder o controle de tudo que está ao seu alcance, tudo isso porque é orgulhoso e acha ridículo frequentar centros psiquiátricos, sendo que ele trabalha com doenças concretas e não fruto do imaginário em seu ponto de vista.

Tudo parece estar perdido, mas só depende dele para mudar a situação na qual se encontra. Será que ele consegue superar seus traumas? Será que as pessoas ao seu redor vão ajudá-lo nesse momento difícil? Sua esposa irá suportar conviver com um homem perturbado? E sua filha, quais serão os impactos causados em seu desenvolvimento?

A história fascinante é baseada em fatos reais. Gosto muito das obras deste autor pelo fato dele mostrar coisas que realmente acontece e que nenhum de nós está livre, mas ele escreve de uma maneira peculiar. Mostra todo o percurso daquele ser humano, como era sua vida e como passou a ficar depois do transtorno; como ele sairá daquela situação e se sairá. O que ele propõe não é uma fórmula mágica de curar os problemas como muitos pensam, mas fatos concretos e como aquele devido ser lidou com tudo aquilo. A cada livro que leio de Cury fico mais fã dele. Sem dúvidas, um ser humano sensacional.

Quem já leu me conta o que achou e quem ainda não leu aconselho que dê uma chance, pois irá se surpreender! 

DIA NACIONAL DO LIVRO

Olá meus amores, hoje é dia dos nossos amores. Não sei vocês, mas eu estou a cada dia mais apaixonada por livros e mais pobre pra comprar kkk.  Minha lista está imensa, quanto mais leio as resenhas mais fico cheia de vontade de ler. Trouxe algumas frases divertidas e verdadeiras sobre esses fofos que tanto amo.







Que linda, mas não tenho coragem de fazer rsrs

IV BIENAL DO LIVRO DE ITABAIANA-SE

Olá meu amores, tudo bem com vocês? É com muita alegria que faço esse post para mostrar um pouco como foi minha experiência na Bienal, a primeira vez que fui e pretendo não perder mais nenhuma. Foi incrível! 




Os blogueiros e futuros jornalistas junto com o jornalista daqui de Sergipe Gilvan Fontes






Neusa, autora do livro Não é Hora de Correr para a Caverna





Conheçam o blog o Pedro



Eu ensaiando para quando for sentar oficialmente na praça dos escritores rsrs










Tem escritor mais fofo gente? rsrs

DIVULGAÇÃO INSTAGRAM #1

Hoje vou divulgar alguns igs que sigo. São todos lindos e fofos, vão lá da uma olhadinha e sigam também! Toda semana irei dedicar um post para essas divulgações. Espero que gostem!